Para acabar com meu longo período de ostracismo aqui no blog, essa eu definitivamente não podia deixar passar. Estava eu à toa navegando pela internet hoje, entretido como ocorre de vez em quando em minhas buscas curiosas por lugares remotos e minúsculos do nosso querido Québec, quando me deparo com isso!
A Encyclobec se define como uma enciclopédia do passado e presente das várias regiões québecas. Na prática, é uma grande coleção de artigos acadêmicos (mas perfeitamente “líveis”) sobre diversos temas de diversos momentos de diversas regiões do Québec. Tipo aquelas coisas que a gente não encontra na Wikipédia sabe?? Assim, você pode entrar e ler sobre Val-Jalbert, uma cidade industrial erguida no Saguenay-Lac-St-Jean no começo do séc. XX e que depois, abandonada, acaba transformada em village fantôme. Ou descobrir as maravilhas do ciclo cinematrográfico de filmes sobre Abitibi-Témiscamingue dos anos 30 em diante, desde os tempos da colonização da região, até então pouco habitada (exceto por populações nativas que estavam lá só há 8 mil anos), até a industrialização dos anos 60, com seus multiplos altos e baixos.
Falando em Abitibi-Témiscamingue, foi justamente por causa desta pequena região québeca que acabei chegando à Encyclobec, empolgado que fiquei após ler um bom documentário québecois feito em 2007 sobre a nova geração das famílias de colonos que vieram para a região (no caso, dos poucos que lá ficaram). Como voltei recentemente de uma pesquisa de dois meses etnografando Volta Redonda, o modelo de cidade industrial brasileira erguida nos anos 40 por Getúlio Vargas, a idéia de ver um doc que falasse de uma microcidade industrial (fábrica de papel e derivados através da madeira da região) na pouco habitada (além de quase impronunciável) Abitibi-Témiscamingue me seduziu bastante. Parte do projeto de industrialização québecois após uma fracassada colonização agrícola da região nos anos 30, a indústria local atraiu alguns tantos trabalhadores para a região, apenas para entrar em crise e fechar as portas uns dez ou quinze anos depois, deixando 1000 desempregados. Posteriormente, com o apoio do governo, a população local consegue reerguer a fábrica, transformando-a em indústria extremamente rentável por várias décadas. Mas rentável para quem? Fazendeiros de famílias que vieram nos anos 30 para a colonização agrícola e que resistiram e ficaram até os dias de hoje reclamam aos berros de tabarnak e baptême de um Québec que abandonou seus agricultores, e de uma indústria que vem, e leva o dinheiro embora para os grandes centros.
Ah, as agruras das cidades-industriais.
Ah, para quem a vontade de conhecer o sotaque abitibien bateu e ficou, aí vai o longa-metragem do qual falei: Au Pay des Colons, de Denis Desjardins.
http://www.onf.ca/film/au_pays_des_colons/


Oi Lídia,
Deculpas, nosso blog não sumiu não. Como escrevi alguns artigo que chamou a tenção, alguns colegas do banco me reconheceram e perguntaram sobre meu plano. Então, por uma questão de demasiada exposição, resulvi mudar o endereço do blog. Veja se consegue acessá-lo.
Abraço ao casal!
Fabio e Familia
Beleza, Fábio!
Ja consegui acessar seu blog e já atualizei o endereço de divulgação aqui no meu.
Bêju,
Lídia.
Isso mesmo, abaixo o ostracismo!! hehehe
Olha que resultado “bao” que dá!
Bjocas
Erika
Boa tarde Lídia,
Conforme comentei no post “Faltam nove meses”, sobre nosso processo da parte federal, segue mais uma informação quentinha abaixo. Pelo que senti o processo através do Canada e mais rápido, vamos aguardar cenas dos próximos capítulos.
Só para constar, enviamos nosso processo dia 08/12/2011, chegou dia 17/12/2011 em Nouvelle- Écosse – CA, dia 06/01/2012 foi debitado o valor de $ 1.100 CAN. Ontem(26/01/2012) recebemos o e-mail abaixo.
Cezar
UCI: 55555555
Demande: EE00000000
Meu nome:
La présente donne suite à votre demande de résidence permanente au Canada, présentée au titre de la catégorie des travailleurs qualifiés sélectionnés par le Québec.
Un examen de votre demande et documentation révèle que vous satisfaites aux exigences en ce qui concerne la façon dont la demande est remplie et aux exigences de l’article 10 de la Loi sur l’immigration et la protection des réfugiés (RIPR).
Votre demande a été transmise au bureau des visas pour traitement complet.
Veuillez faire parvenir toute correspondance future au bureau des visas. Votre numéro de référence (de demande) se situe en dessous de la date de la lettre. Veuillez l’indiquer dans toute correspondance future.
La présente accuse réception de votre paiement portant date du , d’un montant de dollars canadiens. Le numéro de reçu de votre paiement est le . Veuillez conserver une copie de la présente pour vos dossiers et faites référence à ce numéro dans toute correspondance ayant trait aux frais de traitement ou à un remboursement.
X De plus, nous accusons réception de votre Formulaire de paiement de frais (IMM 5620) autorisant CIC à prendre le paiement des frais sur la carte de crédit dont les détails ont été fournis. Veuillez prendre note que nous avons porté au débit de cette carte de crédit (avec les derniers numéros 7777) une somme de $1100 CAN. Votre numéro de confirmation est 001111111 . Veuillez conserver une copie de cette lettre pour vos dossiers et indiquer ce numéro dans toute correspondance ayant trait aux frais de traitement ou à un remboursement.
Veuillez informer le bureau des visas de tout changement concernant votre demande (naissance ou adoption d’un enfant, mariage ou conjoint de fait, nouvel emploi ou employeur, changement d’adresse, changement d’adresse courriel, changement de représentant en immigration, etc.). Veuillez fournir une lettre indiquant la nature des changements, avec tout document pertinent à l’appui. Si vos documents ne sont ni en français, ni en anglais, veuillez envoyer une traduction notariée (certifiée conforme), avec copie des originaux.
Merci de votre intérêt envers le Canada.
LC
Commis de prestation des services
Citoyenneté et Immigration
Bureau de réception centralisée
Sydney, Nouvelle-Écosse
Oi, Cezar!
Primeiramente, obrigada por deixar informações aqui. As pessoas procuram muito, todo mundo tá curioso para saber em que pé anda esse processo novo.
Fico curiosa apenas para saber como vocês, as pessoas que mandaram o pedido para Nova Scotia, vão entrar na fila. Será que o Consulado vai colocar os novos pedidos na mesma fila dos que já estão lá, ou vão fazer uma nova fila?
Enfim, aguardamos cenas dos próximos capítulos!
Bêju,
Lídia.
Boa tarde Lídia,
Também gostaria muito de saber qual vai ser o procedimento, mas não tenho a menor ideia. Vamos aguardar e se surgir novidades volto a postar aqui.
Abraço,
Cezar.